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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Departamento de História

O Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina está integrado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas, sendo que no presente o seu quadro de docentes está constituído por 24 professores doutores em regime de dedicação exclusiva. Além desse quadro profissional efetivo, o Departamento conta ainda com o trabalho realizado por professores recém doutores e colaboradores. Os Professores vinculados ao Departamento estão voltados ao exercício de atividades de ensino nos âmbitos da graduação e pós-graduação, bem como ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e de extensão, coordenando e participando de grupos de pesquisa cadastrados pelo CNPq. Nesse cenário, destacam-se projetos que encampam as seguintes áreas temáticas:
Imigrações e Migrações.
Arte e Políticas Culturais.
Meio-Ambiente.
Saúde e Medicina.
História indígena.
Gênero e História das mulheres.
Trabalhadores e Movimentos Sociais.
9.História da África, Escravidão e Afrodescendentes no Brasil e em Santa Catarina.
10.Vídeo, Cinema e Multimídia.
Em função do estreito vínculo com o Programa de Pós-Graduação em História, grande parte dos professores do Departamento mantêm fortes intercâmbios com outras Universidades brasileiras e estrangeiras e com Associações Científicas, que incluem pesquisas conjuntas, convênios, cargo de direção em Associações Científicas, participação em grupos de pesquisa e conselhos de revistas especializadas, organização de eventos, participação em bancas e publicações conjuntas. Na própria UFSC existem grupos interdisciplinares de pesquisa, discussão e publicação, dos quais participam professores do Departamento.

Os professores do Departamento de História são responsáveis ainda por várias disciplinas ministradas em diferentes programas e cursos da UFSC, a saber: Doutorado Interdisciplinar, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Serviço Social, Cinema, Secretariado Bilíngüe, Relações Internacionais, Antropologia e Museologia.Também atendem ao Programa de Estudante Convênio-Graduação (PEC-G), confirmando vagas para estudantes regularmente matriculados em outros Cursos de Graduação da UFSC ou candidatos externos, que freqüentam as disciplinas ofertadas pelo Departamento.

Atualmente, além das disciplinas curriculares do Curso de Graduação em História, o Departamento disponibiliza aos estudantes 10 Laboratórios e 02 Núcleos de Estudo para desenvolvimento de pesquisa, ensino e execução de projetos de extensão, orientações, oficinas, tópicos especiais, Laboratórios de Ensino e de Pesquisa, Programa de Educação Tutorial (PET), bolsas PIBIC, monitorias e estágios. Afora todas estas atividades, o Departamento - com o apoio do Programa de Pós-Graduação em História - promove eventos, cursos, conferências e palestras. As revistas (Esboço e Fronteiras) também compõem a estrutura do Departamento como espaço privilegiado de publicação e divulgação das pesquisas de professores e pós-graduandos das várias Instituições de Pesquisa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Instituto de História

"História, cultura e arte: o que fazemos à todo segundo"


Sacro Império Romano-Germânico"... Diz-me para que serve a História" – é a frase que abre o livro do historiador francês Marc Bloch, destinado a responder à interrogação de um jovem, curioso – ou preocupado... -, com a aparente inutilidade da profissão do seu pai... Marc Bloch respondeu com um livro, com toda uma obra historiográfica, mas também com um percurso de cidadania. Deu aulas, fundou grupos de discussão sobre o passado, tentou renovar a forma como os homens olhavam para as suas origens e sugeriu que não as mitificassem de forma prejudicial.

O Instituto de História é o responsável dentro da Wikiversidade pela criação, manutenção e coordenação dos departamentos, cursos e disciplinas de nível fundamental, técnico, superior e livres nas áreas de História assim como por cursos e disciplinas em união com outros Institutos.

Sinta-se à vontade para visitar as páginas do Instituto, participar dos cursos, manter contato com os participantes dos diversos Departamentos, e caso se sinta preparado não se acanhe em colaborar com edições e participar das discussões. Se você é um estudioso de algum curso da área de História, colabore com o Instituto de História da Wikiversidade. Inscreva-se como tutor ou autor de conteúdo didático e participe!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Reflexos do passado no presente

grego Heródoto no século V a.C. aos estudiosos contemporâneos, a busca pela verdade sobre os fatos que fizeram do mundo o que ele é hoje – a ciência chamada História – desenvolveu-se, tornou-se mais complexa e desempenha atualmente importante papel na construção das identidades das nações e na compreensão da sociedade. E já não se trata apenas de desvendar os acontecimentos e seus motivadores, mas contá-los da melhor forma possível, à maneira dos escritores. A importância de identificar as raízes das culturas e civilizações cresceu na medida em que as interseções cada vez maiores entre as nações – pela chamada globalização – teve como reação o recrudescimento das identidades étnicas, religiosas e também nacionais.

Segundo a professora Ione de Fátima Oliveira, chefe do departamento de História da UnB em 2004, escolher o curso significa, em primeiro lugar, conhecer em profundidade a trajetória das sociedades ao longo do tempo. “No curso de graduação em História, são diversas as disciplinas oferecidas, o que permite o aprofundamento dos estudos relativos à região, ao país e ao mundo”, conta. A História do Brasil, por exemplo, é vista em diversos semestres letivos, com distintos enfoques e professores.

Conforme o professor da UnB José Otávio Guimarães, tendo sempre o tempo como matéria-prima, o historiador pode voltar seu olhar para as histórias política, econômica, religiosa, das idéias, das mentalidades, dos costumes, da cultura, do cotidiano, das relações internacionais, das regiões, dos municípios, do mundo, antiga, medieval, moderna, contemporânea e outras. E ainda pode recortá-la em diferentes perspectivas de aproximação – daí a importância da pesquisa. “E a universidade tende a estimular a pesquisa, em processos que envolvem o trabalho conjunto de alunos e professores”, explica Ione.

O curso de graduação em História da UnB oferece duas habilitações: a licenciatura, direcionada ao magistério, e o bacharelado, voltado para a pesquisa. Na primeira, são exigidas disciplinas na área de pedagogia e um estágio supervisionado – para o qual os alunos da UnB têm vaga garantida na rede pública do Distrito Federal. Se optar pelo bacharelado, o estudante poderá desenvolver pesquisas em disciplinas específicas da História. Para ambos os casos, a duração média do curso é de quatro anos. Há ainda a possibilidade de escolher a dupla habilitação.

Fundamentalmente, o formado em História tem no ensino seu mais abrangente campo de trabalho – a educação básica, tanto na rede pública quanto na particular, sempre necessitará de professores. “Apesar de não ser uma profissão regulamentada em lei, o que em nada a prejudica, a História atualmente vê crescer seu campo de atuação profissional, com boas perspectivas de trabalho em arquivos, empresas, organizações não-governamentais, organismos internacionais e órgãos públicos”, destaca a professora Ione. Tratam-se, segundo Guimarães, de entidades interessadas em compreender fenômenos sociais atuais cuja perspectiva histórica esclarece nuances que, de outra forma, permaneceriam imperceptíveis.

Pesquisa - Outro nicho de atuação está na própria academia: a pós-graduação em História da UnB, que existe desde 1976, tem tradição e ajudou a criar o departamento de Relações Internacionais da universidade, o primeiro no país. Mestrado e Doutorado estão disponíveis, em quatro áreas de concentração: História Cultural, História das Idéias e Historiografia, História Social e Estudos Feministas e de Gênero.

Mas, antes disso ainda na graduação já é possível fazer pesquisa. Por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), alunos se unem a professores para aprofundar temas específicos. Para a professora Ione, o curso de História da UnB destaca-se em relação aos outro oferecidos na cidade e no país. “Nosso curso de História sempre foi reconhecido como um dos melhores do país. O corpo docente é integralmente formado por doutores, o que já é forte indicação do interesse na pesquisa, além de significativo índice de publicações”, justifica.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Os Assírios

O povo assírio viveu na antiga Mesopotâmia, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates. Sua capital, nos anos mais prósperos, foi Nínive, numa região que hoje pertence ao Iraque. O Império assírio abrange o período de 1700 a 610 a.C. , mais de mil anos. Os assírios eram ferozes guerreiros e usavam sua grande força militar para expandir seu Império. Libertando-se dos sumérios, conquistaram grande parte do seu território, mas logo caíram em poder dos babilônios, um povo que morava ao Sul da Mesopotâmia. Em 1240 a.C, empreenderam a conquista da Babilônia, e a partir daí começaram a alargar as fronteiras do seu Império até atingirem o Egito, no norte da África. O Império Assírio conheceu seu período de maior glória e prosperidade durante o reinado de Assurbanipal (até 630 a.C). Cobravam pesados impostos dos povos vencidos, o que os levava a revoltarem-se continuamente.

Ainda no reinado de Assurbanipal, já os babilônios se libertaram (em 626 a.C.) e capturaram Ninive. Com a morte de Assurbanipal, a decadência do Império Assírio se acentuou, e em 610 a.C. a última de suas cidades caiu em poder dos invasores.
A escrita dos assírios constituía-se de pequenas cunhas feitas com um estilete em tabuletas de argila — é a chamada escrita cuneiforme. Descobriram-se milhares de tabule­tas na biblioteca de Assurbanipal em Ninive, conhecendo-se grande parte da história do Império Assírio a partir de sua leitura.

Os palácios de Nínive são cobertos de es­culturas em baixo-relevo, representando cenas de batalha e da vida dos assírios. Também por eles sabemos muito da história desse grande Império do passado
Pelo fato de ser uma área fértil cercada por desertos e terras áridas, a Mesopotâmia foi historicamente uma região de impérios de curta duração. Diversos povos lutaram nesse pedaço de terras férteis, os sumérios, os acádios, os guti, os elamitas, os amoritas. E novamente os acádios, os amoritas e os cassitas. Os cassitas anexaram o pequeno reino de Ashur, a Assíria.
Só que a Assíria reagiu e se tornou um grande império.

domingo, 6 de janeiro de 2008

A poetisa romântica da esquerda

Fã de Che Guevara, admiradora de Jesus Cristo e amiga de Carlos Marighella, ela foi alfabetizada com poesia e viveu exilada por causa da militância comunista
Ela gosta de dizer que foi alfabetizada com poesia e amamentada com música. Na juventude, filiou-se ao Partido Comunista. Foi presa em 1935 e ficou ao lado da cela de Olga Benário, a mulher de Luiz Carlos Prestes que morreu nas mãos dos nazistas. "Lamento não ter ficado mais tempo na prisão para conhecê-la", diz. Aos 90 anos, a poetisa Beatriz Bandeira Ryff, que tem três livros publicados, é uma socialista convicta. Para ela, Che Guevara foi um idealista admirável e Jesus Cristo, de certa forma, um revolucionário. No seu panteão particular, estão ainda Luiz Carlos Prestes e Carlos Marighella, de quem foi amiga.

Militante comunista, ela é viúva do jornalista Raul Ryff, gaúcho que ela conheceu no Rio, pouco antes de 1935, e que se tornaria secretário de Imprensa do governo João Goulart. "Fui procurá-lo para levar uma palavra de ordem do partido, ficamos amigos e acabamos presos no mesmo dia", conta.Nascida em 8 de novembro de 1909, filha de Alípio Abdulino Pinto Bandeira e Rosalia Nansi Bagueira Bandeira, ambos ferrenhos abolicionistas, Beatriz se tornou poetisa, depois de ser alfabetizada pelo avô. "O primeiro livro que ele me deu foi "As Primaveras", de Casimiro de Abreu. Depois viriam Castro Alves e Gonçalves Dias", recorda. Foi também o avô que lhe ensinou francês. Seu amor à música vem da infância. Sua mãe cantava e "tocava bandolim divinamente". Formou-se em piano pela Escola Nacional de Música.Da infância, recorda-se do bonde puxado por burro que passava perto de sua casa no Méier, zona norte do Rio. Nos fins de semana, o programa da família era colher framboesa, pitanga e jabuticaba na Floresta da Tijuca.

Quase toda a vida de Beatriz Ryff tem referências políticas. Em 1964, foi demitida pelo regime militar do cargo de professora de técnica vocal do Conservatório Nacional de Teatro. Ela e o marido foram procurar asilo na embaixada da Iugoslávia. Três meses depois, um grupo de perseguidos políticos de esquerda partiu para o exílio em Belgrado, no navio Bohiny. A experiência rendeu o livro" A Resistência - Anotações do Exílio em Belgrado".Os nomes dos dois filhos gêmeos - o mais velho se chama Sérgio - também têm laços com a política: Luiz Carlos é uma homenagem a Prestes e Tito Bruno é uma dupla homenagem: ao Marechal Tito, que unificou a Iugoslávia em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, e a Giordano Bruno, filósofo italiano que foi queimado na fogueira, em Roma, em 1600, durante a Inquisição.

Do exílio em Belgrado, os Ryff foram para Paris, onde Raul trabalhou para a tevê francesa e Beatriz fez a cobertura de desfiles de moda para uma agência de notícias brasileira. Antes, o casal já vivera exilado no Uruguai, em 1936 e 1937, para se livrar das perseguições do Estado Novo, depois do fracassado levante comunista. Pouco tempo depois, filiou-se ao PCB. No partido, conheceu a poetisa Eneida Costa de Moraes. Em 27 de novembro de 1935, dia em que a Revolução Comunista de 1935 foi abafada pelos militares, Beatriz seguiu em missão à casa de Eneida, perto da Lapa. Seus companheiros de partido haviam lhe dado um pacote com granadas do tipo banana. Ela aprendeu como funcionavam e lhe disseram que deveria subir ao apartamento de Eneida, se não houvesse uma toalha na janela. Tomou um táxi e desceu em frente à Escola Nacional de Música, para despistar e seguir a pé. Ao perguntar o preço da corrida ao motorista, ouviu dele: "Não é nada não, companheira, tenha boa sorte". Beatriz supõe que ele a reconhecera dos comícios dos quais participara. As granadas foram entregues a Eneida sem problemas.

Beatriz se considera uma privilegiada por ter convivido com "pessoas tão especiais e admiráveis". Foi assim com Carlos Marighela, que conheceu em Porto Alegre, em 1947. Nesse anos, os companheiros tinham organizado um bloco de Carnaval chamado Filhos do Povo.Em outra passagem, chorou no ombro da Passionária, como era conhecida Dolores Ibarruri, heroína do Partido Comunista espanhol. Foi na década de 1960, quando ambas participavam em Moscou de um Congresso de Mulheres. Depois de ver um filme sobre crianças catadoras de lixo no Brasil, Beatriz não conteve o choro e Dolores a consolou. E na prisão, em 1935, ela aprendeu inglês com o Barão de Itararé, pseudônimo do humorista Aparício Torelli. "Quando chegou, o Barão passou a subir nas grades para conversar com as mulheres. Soube que ele dominava bem o inglês e pedi que me ensinasse a língua", conta. "Ele passou a me mandar deveres dobradinhos numa caixa de fósforo que jogava pela grade." Nascia ali mais uma das amizades de Beatriz Ryff.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Arquitetura Barroca

Após o fim da guerra de restauração da independência e depois da crise de sucessão entre D. Afonso VI e D. Pedro II, Portugal estava pronto para o grande barroco. Inicia-se de modo tímido, fugindo aos modelos maneirista, tentando animar e modernizar as novas construções, recorrendo à planta centrada e a decorações menos austeras, destacando-se a Igreja de Santa Engrácia em Lisboa, de João Nunes Tinoco e João Antunes. Santa Engrácia é um edifício imponente, de formas curvas e geométricas, de planta centrada, coroado por uma imponente cúpula (terminada apenas no século XX), decorado por mármores coloridos e impondo-se à cidade.

No reinado de D. João V o barroco vive uma época de esplendor e riqueza completamente novas em Portugal. Apesar de o terremoto de 1755 ter destruído muitos edifícios, o que chegou aos nossos dias ainda é impressionante. O Paço da Ribeira, a Capela real (destruídos no terremoto) e o Palácio Nacional de Mafra, são as principais obras do rei. O Aqueduto das Águas Livres pretende trazer para Lisboa água numa distancia de cerca de 18 quilómetros, merecendo destaque o destroços sobre o vale de Alcântara devido à monumentalidade dos seus arcos originais e imponência do conjunto. No entanto, um pouco por todo o país são visíveis as marcas da época e o fausto a que o reino chegou. A talha dourada assume características nacionais e posteriormente “joaninas” devido à importância e riqueza dos programas decorativos. A pintura, escultura, artes decorativas e azulejo também atravessam uma época de grande desenvolvimento.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Pirâmides do Egito Antigo

Elas foram construídas há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?

Conhecendo as pirâmides

A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.

A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

A vocação paulista dos Bandeirantes

Houve umas poucas expedições ao atual território de Minas Gerais, nos séculos XVI e XVII. Tais entradas foram mal registradas e sobram poucas informações sobre os caminhos e os acontecimentos das viagens dos desbravadores. Sertanistas corajosos, eram despreparados, não deram importância ao registro e à documentação das viagens. Uma bandeira vagueava anos por matas e sertões, sem uma só pessoa com conhecimento de astronomia e geografia para guiá-la (ainda não existiam instrumentos de orientação e todos procuravam o limite do Brasil que era o rio Paraná, estabelecido por Pero Lopes de Souza em 1531). Até mesmo a interpretação errôneas da língua de uma tribo indígena fazia com que uma expedição alterasse o percurso, em incursões infrutíferas (os índios eram hostis em geral, que o diga Unhate, o escrivão de São Vicente que teve um braço amputado). A própria inexistência de uma pessoa responsável pelo diário e pelas anotações das bandeiras comprometia o correto registro (como Tordesilhas mudou 10° para o oeste após o Tratado de Saragoça, todos sabiam que tinham que caminhar dez graus de sol a mais para oeste, esta era a única referência lógica). Nem mesmo historiadores conseguiram definir, com exatidão, os caminhos usados. J. Capistrano de Abreu, comentando a descrição de Gabriel Soares de Sousa sobre a viagem de Sebastião Fernandes Tourinho, diz: «No meio destas indicações e contra indicações, fielmente resumidas por Gabriel Soares, é impossível uma pessoa entender-se.»

Antes de surgirem aldeamentos na bacia do rio da Prata, os paulistas já percorriam o sertão, buscando na preação do indígena escravizando-o para vendê-lo, o meio para sua subsistência (a grande captura de indígenas guaranis ocorreu em 1632 quando os Bandeirantes voltaram ao Paranapanema e levaram cativos para São Paulo os remanescentes dos indígenas na Vila do Espírito Santo. Nesta ocasião a maioria de guaranis já haviam sido enviadas para as Missões ao sul. A Capitania de Paranaguá, pertencente a Pero Lopes de Souza se estendia do Paranapanema ao Rio da Prata. Em 1610 findou o sistema de capitanias e Paranaguá foi unida a São Vicente e Santo Amaro para formar a Província de São Paulo). As tribos vitoriosas nas guerras ofereciam-lhes os prisioneiros em troca de armamentos. Essa "vocação interiorana" era alimentada por condições geográficas, econômicas e sociais. São Paulo, separada do litoral pela muralha da serra do Mar, voltava-se para o sertão, cuja penetração era facilitada pela presença do rio Tietê e de seus afluentes, que comunicavam os paulistas com o interior. Além disso, apesar de afastada dos principais centros mercantis, sua população crescera muito porque boa parte dos habitantes de São Vicente havia migrado para lá quando os canaviais plantados no litoral por Martim Afonso de Sousa entraram em decadência, na segunda metade do século XVI, arruinando fazendeiros