Mostrando postagens com marcador agricultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agricultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

História

A passagem constante de tropeiros através da região onde hoje se encontra o município, fixou uma rota conhecida como estrada da Mata, que atravessava a parte mais estreita de um rio. O local passou a ser chamado de "Passo do Canoinhas" e o rio de Canoinhas, denominação que se estendeu à povoação que mais tarde se formou quase na foz. Somente em 1892 teve início a colonização. Correntes de imigrantes vindas do Paraná interessados na extração da erva-mate, subiram o rio Canoinhas, detendo-se no ponto onde hoje está edificada a cidade.

De acordo com os historiadores, foi Francisco de Paula Pereira o fundador do vilarejo, onde posteriormente chegaram imigrantes alemães e poloneses procedentes de São Bento do Sul, Joinville, Campo Alegre, Blumenau, Rio Negro e outras localidades do Paraná. Em 1902 foi criado no município de Curitibanos o distrito de Santa Cruz de Canoinhas, e em 12 de setembro de 1911, através da lei estadual 907 o distrito foi emancipado com a mesma denominação. Em 1916, depois do fim da guerra do Contestado, o município foi incorporado ao estado de Santa Catarina. Em 1923, pela lei estadual 1424, a vila de Santa Cruz de Canoinhas passou à categoria de cidade, sob denominação de Ouro Verde. Em 1930, através de um decreto estadual a cidade passou a ser chamada de Canoinhas.

Quando a natureza barra a marcha do homem na sua incessante luta pela liberdade ou lhe oferece ambiente propício para a realização de sua felicidade, aí ele funda uma cidade. Foi o que aconteceu por volta de 1893, quando os primeiros retirantes ou exploradores, subindo os rios Negro, Iguaçu e depois o Canoinhas, em pequenas embarcações, edificaram o primeiro núcleo de população hoje conhecido como Canoinhas.

A cidade que já se chamou Ouro Verde, devido à sua grande produção de erva-mate, Santa Cruz de Canoinhas e depois somente Canoinhas, começa a voltar seu olhos para o turismo. Prova disso é o curso superior de Turismo implantado no campus local da Universidade do Contestado, que pretende formar os futuros técnicos do setor na cidade. Mas e porquê a cidade tem este nome? É a pergunta de todo visitante que por aqui chega. Alguns dizem que pelo fato dos primeiros habitantes utilizarem pequenas canoas para o transporte de mercadorias. Outros afirmam que a cidade ganhou este nome pelo fato de que o rio que a corta ser chamado no passado de "Canoas Mirim", em função de ser um afluente do famoso rio Canoas. Versões diferentes, mas todas com algum sentido é claro, e que de certa forma acabam dando um charme à mais para sua tão rica história.

Palco da sangrenta Guerra do Contestado, um dos maiores e mais violentos conflitos armados do sul do país, Canoinhas situa-se no planalto norte de Santa Catarina, fazendo divisa com o estado do Paraná. Com uma população de 55 mil habitantes, formada por descendentes de alemães, ucranianos, poloneses, italianos, sírio-libaneses e portugueses, a cidade que fica à 380 de Florianópolis e à 180 de Curitiba, vem crescendo a cada ano e é considerada pólo regional. Além de ser conhecida nacionalmente nos países do Mercosul como a capital da Erva Mate, a cidade é admirada pelos turistas pela cordialidade de seu povo hospitaleiro. Não são poucas as histórias de viajantes e turistas que se apaixonaram pela pacata cidade e decidiram ficar.

domingo, 6 de janeiro de 2008

A poetisa romântica da esquerda

Fã de Che Guevara, admiradora de Jesus Cristo e amiga de Carlos Marighella, ela foi alfabetizada com poesia e viveu exilada por causa da militância comunista
Ela gosta de dizer que foi alfabetizada com poesia e amamentada com música. Na juventude, filiou-se ao Partido Comunista. Foi presa em 1935 e ficou ao lado da cela de Olga Benário, a mulher de Luiz Carlos Prestes que morreu nas mãos dos nazistas. "Lamento não ter ficado mais tempo na prisão para conhecê-la", diz. Aos 90 anos, a poetisa Beatriz Bandeira Ryff, que tem três livros publicados, é uma socialista convicta. Para ela, Che Guevara foi um idealista admirável e Jesus Cristo, de certa forma, um revolucionário. No seu panteão particular, estão ainda Luiz Carlos Prestes e Carlos Marighella, de quem foi amiga.

Militante comunista, ela é viúva do jornalista Raul Ryff, gaúcho que ela conheceu no Rio, pouco antes de 1935, e que se tornaria secretário de Imprensa do governo João Goulart. "Fui procurá-lo para levar uma palavra de ordem do partido, ficamos amigos e acabamos presos no mesmo dia", conta.Nascida em 8 de novembro de 1909, filha de Alípio Abdulino Pinto Bandeira e Rosalia Nansi Bagueira Bandeira, ambos ferrenhos abolicionistas, Beatriz se tornou poetisa, depois de ser alfabetizada pelo avô. "O primeiro livro que ele me deu foi "As Primaveras", de Casimiro de Abreu. Depois viriam Castro Alves e Gonçalves Dias", recorda. Foi também o avô que lhe ensinou francês. Seu amor à música vem da infância. Sua mãe cantava e "tocava bandolim divinamente". Formou-se em piano pela Escola Nacional de Música.Da infância, recorda-se do bonde puxado por burro que passava perto de sua casa no Méier, zona norte do Rio. Nos fins de semana, o programa da família era colher framboesa, pitanga e jabuticaba na Floresta da Tijuca.

Quase toda a vida de Beatriz Ryff tem referências políticas. Em 1964, foi demitida pelo regime militar do cargo de professora de técnica vocal do Conservatório Nacional de Teatro. Ela e o marido foram procurar asilo na embaixada da Iugoslávia. Três meses depois, um grupo de perseguidos políticos de esquerda partiu para o exílio em Belgrado, no navio Bohiny. A experiência rendeu o livro" A Resistência - Anotações do Exílio em Belgrado".Os nomes dos dois filhos gêmeos - o mais velho se chama Sérgio - também têm laços com a política: Luiz Carlos é uma homenagem a Prestes e Tito Bruno é uma dupla homenagem: ao Marechal Tito, que unificou a Iugoslávia em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, e a Giordano Bruno, filósofo italiano que foi queimado na fogueira, em Roma, em 1600, durante a Inquisição.

Do exílio em Belgrado, os Ryff foram para Paris, onde Raul trabalhou para a tevê francesa e Beatriz fez a cobertura de desfiles de moda para uma agência de notícias brasileira. Antes, o casal já vivera exilado no Uruguai, em 1936 e 1937, para se livrar das perseguições do Estado Novo, depois do fracassado levante comunista. Pouco tempo depois, filiou-se ao PCB. No partido, conheceu a poetisa Eneida Costa de Moraes. Em 27 de novembro de 1935, dia em que a Revolução Comunista de 1935 foi abafada pelos militares, Beatriz seguiu em missão à casa de Eneida, perto da Lapa. Seus companheiros de partido haviam lhe dado um pacote com granadas do tipo banana. Ela aprendeu como funcionavam e lhe disseram que deveria subir ao apartamento de Eneida, se não houvesse uma toalha na janela. Tomou um táxi e desceu em frente à Escola Nacional de Música, para despistar e seguir a pé. Ao perguntar o preço da corrida ao motorista, ouviu dele: "Não é nada não, companheira, tenha boa sorte". Beatriz supõe que ele a reconhecera dos comícios dos quais participara. As granadas foram entregues a Eneida sem problemas.

Beatriz se considera uma privilegiada por ter convivido com "pessoas tão especiais e admiráveis". Foi assim com Carlos Marighela, que conheceu em Porto Alegre, em 1947. Nesse anos, os companheiros tinham organizado um bloco de Carnaval chamado Filhos do Povo.Em outra passagem, chorou no ombro da Passionária, como era conhecida Dolores Ibarruri, heroína do Partido Comunista espanhol. Foi na década de 1960, quando ambas participavam em Moscou de um Congresso de Mulheres. Depois de ver um filme sobre crianças catadoras de lixo no Brasil, Beatriz não conteve o choro e Dolores a consolou. E na prisão, em 1935, ela aprendeu inglês com o Barão de Itararé, pseudônimo do humorista Aparício Torelli. "Quando chegou, o Barão passou a subir nas grades para conversar com as mulheres. Soube que ele dominava bem o inglês e pedi que me ensinasse a língua", conta. "Ele passou a me mandar deveres dobradinhos numa caixa de fósforo que jogava pela grade." Nascia ali mais uma das amizades de Beatriz Ryff.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Mesolítico

O período Mesolítico é uma fase intermediária da Pré-história entre os períodos Paleolítico e Neolítico. Esta fase não ocorreu em todas as regiões do mundo, mas apenas naquelas onde a glaciação teve efeitos mais consideráveis. O Mesolítico teve início há, aproximadamente, 10 mil anos atrás e terminou com o desenvolvimento da agricultura.

O Mesolítico foi um período de transição, porém representou grandes avanços no sentido de garantir melhores condições de sobrevivência para o homem pré-histórico.

Principais avanços do período Mesolítico:

- Domínio do fogo: com esta conquista o homem da Pré-história conseguiu espantar os animais selvagens que lhe representavam perigo. Foi possível também esquentar e iluminar a moradia, além de possibilitar o consumo de alimentos e carne cozida ou assada.

- Domesticação dos animais: possibilitou garantir uma reserva de alimento para o momento que houvesse necessidade, eliminando a dependência da caça.

- Desenvolvimento da agricultura: com este avanço, o homem da Pré-história deixou de ser nômade para ser sedentário. Diminuindo a dependência da natureza, a agricultura garantiu maior quantidade de alimentos.

- Divisão de trabalho por sexo: os homens ficaram responsáveis pelo sustento da família e segurança do local, enquanto às mulheres cabiam as funções de cuidar dos filhos e da organização da habitação. Esta divisão de trabalho melhorou a organização social na Pré-história, favorecendo o desenvolvimento das famílias..